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Ato Cultural com Live Show marca Dia do Orgulho e Resistência LGBTQI+

Ato Cultural com Live Show marca Dia do Orgulho e Resistência LGBTQI+


“Acredito muito no poder da arte como dimensão de transformar pessoas e o mundo”, afirma Ruth Venceremos

Por Luciana G. Console


Conhecido popularmente no Brasil por ser o mês das festas juninas, junho também tem outro significado mundial bastante importante: é o mês do Orgulho LGBTQI+. As atividades que destacam a luta da população LGBTQI+ estão acontecendo à todo vapor nas redes desde o dia 22 e se encerram neste domingo (28), Dia do Orgulho LGBTQI+, com uma grande Live Show que será transmitida no You Tube, Instagram e Facebook do Conselho Nacional Popular LGBTI à partir das 17 horas. 

O ato cultural faz parte da Semana do Orgulho e Resistência LGBTQI+, promovida por instituições que compõem o Conselho Popular LGBTI+, que também terá seu lançamento no fechamento da Semana.

A Live Show vai contar com a participação de 24 artistas nacionais LGBTQI+, reunindo poesia, performance, depoimentos e diversidade musical. Os artistas confirmados são: Aimée Lumière (BA); Amaro (DF); Aocoral (BA); Arthur Nogueira (PA); Beatrice Papillon (BA); Beni Falcone & Carla Díaz (RJ); Bruna BG (PA); Caio (MG); Getúlio Abelha (CE); Juan Guiã (PE); Julian (PB); Kaique Theodoro (RJ); Kona Zion (DF); Laura Finocchiaro (SP); Márcia Pantera (SP); Nicklaine Rodrigues (PR); Pedro Ivo (DF); Piettro (DF); Quéops (MG); Raíssa Fayet (PR); Romero Ferro (PE); Spadina Banks (BA) e Tulio Bueno (DF). Além da apresentação da drag Flores Astrais (PA) e da drag Rojava (TO), que vem levantando a bandeira da diversidade sexual dentro do MST.

Para Ruth Venceremos, produtora cultural do evento, a Live Show é resultado dos debates produzidos ao longo da Semana do ponto de vista de artistas LGBTQI+, que enxergam a arte como dimensão criativa e que leva à reflexão, ao questionamento do mundo e à construção de um futuro a partir do hoje.

“A arte LGBTI no contexto social de desmonte das políticas culturais, de ameaça a democracia, se apresenta como expressão estética e política de resistência a LGBTfobia, ao racismo e ao fascismo. Acredito muito no poder da arte como dimensão de transformar pessoas e o mundo”, afirma Ruth.

Além de produtora cultural, Ruth Venceremos, drag queen de Erivan Hilário, é uma das fundadoras do Distrito Drag, coletivo de artistas transformistas do Distrito Federal (DF), criado em 2017. O coletivo foi responsável pelo Calendrag, calendário fotográfico que se consolidou como uma peça fundamental de crítica social à realidade brasileira. Outra iniciativa do coletivo é o Bloco das Montadas, maior bloco LGBTQI+ do DF, do qual Ruth faz parte da direção geral. 

Resistência em meio à pandemia

A Semana do Orgulho e Resistência LGBTQI+ precisou se reinventar este ano por conta da disseminação da COVID-19, que tem levado milhares de brasileiros à morte. Para Cássio Nogueira, também produtor da live show, a pandemia coloca todos para repensarem seus espaços.

“Nesse momento de reflexão, a pandemia coloca para muitos o isolamento que, para a população LGBTQI+, já vem de muito tempo. São corpos, vozes e estéticas que já não têm o direito ao convívio coletivo e social naturalizado, aceito, contemplado. É uma população historicamente invisibilizada e marginalizada e a gente vem com essas reflexões mediante este cenário, onde a gente precisa estar junto, distribuir afeto, ter esperança e falar de diversidade”, ressalta Nogueira.

Ele também aponta que, neste momento de pandemia da COVID-19, não podemos deixar de criar redes solidárias para que a comunicação seja possível. A ocupação do mundo virtual é uma delas e pontua que o ato cultural da Live Show neste domingo e o lançamento do Conselho Popular são muito importantes para a disputa de um novo Brasil, com diversidade e respeito. 

As apresentações serão divididas em cinco blocos, que vão interagir de acordo com o tipo de arte apresentada, explica Cássio. “Uma das coisas que foi importante na definição da estrutura desse ato em live show foi deixar os artistas muito a vontade para que eles decidissem de que forma vão mostrar a mensagem artística de orgulho e resistência. Porque nós entendemos que esse ato e essa semana são construídos de forma colaborativa, com a doação de todos, do seu tempo, arte, inteligência, diversidade, potência, afeto e imponência”, finaliza o produtor. 

Direitos LGBT sob ataque


Por Danielle Santa Brígida e Janaína Oliveira

As eleições de 2018 trouxeram a público as piores facetas do discurso de ódio, principalmente contra as mulheres, contra a população negra e LGBT. Segundo dados da pesquisa “Violência LGBT+ no período e pós-eleitoral” mais de 51% das pessoas LGBT entrevistadas sofreram algum tipo de violência, sendo em sua grande maioria mulheres LBT, e com 42% vítimas de desconhecidos e 16% de parentes e familiares.

Eleito a partir da pauta “moral”, o atual presidente vem promovendo sistematicamente o desmonte de políticas públicas, publicando decretos e apresentando projetos de lei ao Congresso Nacional que representam ações perigosas aos direitos das mulheres, negros e negras e LGBT.

Através da extinção da SECADI – Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão – Ministério da Educação, o decreto que desmembrou a secretaria trouxe incerteza sobre as ações em andamento e suprimiu algumas pautas, como a educação em Direitos Humanos que tratava, dentre outras questões, da preparação de professoras para lidar com as questões LGBT dentro do sistema de ensino (referente ao respeito a diversidade).

Outro resultado foi a descontinuidade do estabelecido na Lei Maria da penha (nº 11.340/2006) em seu artigo 8º, sobre as ações de governo na educação no combate a violência contra mulheres e seu respectivo recorte étnico-racial:

[…] V - a promoção e a realização de campanhas educativas de prevenção da violência doméstica e familiar contra a mulher, voltadas ao público escolar e à sociedade em geral, e a difusão desta Lei e dos instrumentos de proteção aos direitos humanos das mulheres;
[…] VIII - a promoção de programas educacionais que disseminem valores éticos de irrestrito respeito à dignidade da pessoa humana com a perspectiva de gênero e de raça ou etnia;

Foi também desarticulado o Programa de educação para a diversidade étnico-racial e valorização da história e cultura afro-brasileira, desarticula o estabelecido na Lei 12.288/2010:

[…] Art. 11. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, é obrigatório o estudo da história geral da África e da história da população negra no Brasil...

Outra ação de impacto foi a flexibilização para a posse e porte de armar, que se deu com a assinatura dos decretos de janeiro nº 9.685, sobre a posse e sua edição em maio, flexibilizando o porte e uso de armas. Após a edição do decreto em janeiro já houve manifestações nas redes sociais sobre a formação de grupos de extermínio de LGBT, bem como na opinião de especialistas a medida pode aumentar a violência, principalmente contra mulheres, pobres e LGBT. Ao flexibilizar o porte de armar, gerou-se ainda mais insegurança e provocou ações no judiciário para o abrandamento de penas e pedidos de soltura de processados e condenados por crimes envolvendo o porte ilegal de armas de uso antes restrito.

Em fevereiro a campanha contra o HIV/Aids de carnaval voltada ao público LGBT foi vetada pelo Ministério da Saúde, a medida chega no momento em que é crescente o número de infecções registradas em jovens gays e homens bissexuais, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta vetou peças gráficas com referências a casais do mesmo sexo.

Campanhas direcionadas são uma estratégia apontada como essencial por especialistas no combate ao HIV/Aids. Sendo que atualmente a população de jovens gays e bissexuais negros a principal parcela da população brasileira afetada pelas novas infecções e chegam a representar quase 60% das mortes.

Ainda em fevereiro deste ano foi apresentado, pelo Ministro Sérgio Moro, o projeto anticorrupção, que incide sobre crimes de corrupção, os cometidos por organizações criminosas e os praticados com violência. Neste sentido o projeto prevê que os excessos da “legitima defesa” deixam de ser punidos, ou terão a pena reduzida pela metade, se houver entendimento que ocorreu em situação de “medo, surpresa ou violenta emoção”. O que volta no tempo do chamado “pânico gay” em que se justificava a agressão e morte de LGBT supostamente por medo ou porque a pessoa deu em cima de alguém.

Em março, através de postagem nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro criticou o fato do Banco do Brasil tornar obrigatório um curso de diversidade e de prevenção e combate ao assédio moral e sexual. Na mesma mensagem informou que ordenou a cúpula do banco que abolisse a formação, além de orientar aos postulantes a cargos no banco a entrarem na justiça. Posteriormente, em mensagem veiculada no dia 9 de março, o presidente do banco afirma concordar com Bolsonaro.

Em 12 de abril foi publicado o decreto nº 9.759, que extingue de forma generalizada vários instrumentos de controle social e participação popular a partir de 28 de junho (Dia Internacional do orgulho LGBT), tratando-se de mecanismos democráticos de consulta e deliberação social e atuam no acompanhamento e na avaliação do desenvolvimento de políticas públicas em áreas como educação, saúde, trabalho, assistência social, cultura e promoção da igualdade. (Paraná Portal, 2019).

Com o referido decreto o Conselho Nacional de Combate a Discriminação LGBT – CNCD/LGBT, será extinto, sem confirmação do governo se outro instrumento será criado e em que condições para tratar da participação e controle social das políticas públicas para esta população.

No dia 13 de junho o STF jugou a ADI6212 que pediu a nulidade dos efeitos do Decreto 9759/2019, a votação foi de 6 pelo acatamento parcial da ADI, protegendo apenas os conselhos citados em lei, contra 5 votos pela a proteção integral dos colegiados.

Tal precedente acabará com os colegiados formados por decreto, como é o caso do CNCD/LGBT e os conselhos que são criados ou citados em lei passarão por uma verdadeira asfixia, tendo seus grupos de trabalho, comissões, subcomissões e outros mecanismos de trabalho extintos, como no caso do CONADA - Conselho Nacional da Criança e do Adolescente, que possui fundo próprio (com cerca de 12 milhões parados) e tem seu funcionamento estagnado pelo atual governo por conta deste decreto,impedindo a formulação, fortalecimento de políticas para a proteção de crianças e adolescentes.

Ressalta-se ainda que o CNCD/LGBT e o CONANDA possuem uma resolução conjunta no sentido da garantia de direitos de jovens LGBT que até o momento ainda não foi publicada pelo ministério apesar de estar aprovada há cerca de dois meses por ambos os colegiados.

Ainda no mês de abril, Bolsonaro mandou retirar do ar uma propaganda do Banco do Brasil com jovens, negros e negras e LGBT, demitiu o Diretor de Marketing do banco e o Planalto veiculou um e-mail proibindo o uso de vernáculos e expressões da comunidade LGBT em qualquer publicidade e propaganda de órgãos da administração pública, empresas públicas e autarquias, ferindo a lei das estatais (lei nº 13.303/2016). Mesmo o ministro da Secretaria de Governo alegando que o governo não pode intervir na publicidade desta forma a propaganda não voltou ao ar e o Diretor demitido não foi recontratado.

No mês de maio o governo retirou o incentivo ao turismo LGBT, através do decreto que aprovou o Plano Nacional de Turismo 2018-2022. No plano original, as estratégias previam “sensibilizar o setor para a inclusão das pessoas idosas e do público LGBT no turismo”, que segundo o próprio plano representa cerca de 10% do turismo no mundo e movimento 15% da economia do setor.

No mês de junho foi publicada a nova de lei de drogas (nº13.840/2019) que prevê a internação involuntária, ou seja permite que a pessoa seja internada por ordem de familiares e ou responsável legal.

Como parte da política de drogas o Governo Federal financiará 496 comunidades terapêuticas com 153,7 milhões por ano, por meio de dispensa de licitação, com promessa de aumento do financiamento pelo novo edital previsto para este fim anunciado para ainda este ano, de modo que que 82% das comunidades terapêuticas do Brasil estão vinculadas a igrejas ou organizações religiosas.

Considerando ainda que essas comunidades não tratam apenas usuários e dependentes de drogas e que ainda hoje há internações nessas comunidades, para terapias "religiosas" que prometem a reversão de orientação sexual e identidade de gênero de pessoas LGBT, esta medida pode significar um sério risco para mulheres e LGBT como um retrocesso as décadas de 1970 e 1980, em que hospícios se tornaram prisões e espaços de tortura para as pessoas consideradas desviantes do "padrão".

Mesmo a lei de drogas não prevendo internação involuntária nas referidas comunidades terapêuticas, segundo o levantamento do IPEA, a metade dessas comunidades se localizam distantes das áreas urbanas levando ao abrigamento e consequente isolamento das pessoas atendidas e não há mecanismos nem regras de fiscalização para esses estabelecimentos.

Ressalta-se que este é o primeiro ano que o “Atlas da Violência” trás informações sobre a população LGBT, contudo os analistas avaliam que os dados estão ainda muito distante da verdadeira situação de violência contra a população LGBT, mesmo assim, os dados do Disque 100 demonstra um aumento de 127% no aumento de denúncias de homicídios entre 2011 e 2017.

Além disso os dados do SINAN trazem o predomínio da violência lgbtfóbica contra a população feminina LBT (75%), dado próximo ao Disque 100 (73%), sendo igual a predominância de 40% da violência contra a população negra, de modo que através do Disque 100 foram registrados 19.270 denúncias, em 2018. Apesar do elevado número de denúncias, o ano de 2018 houve a diminuição de acesso a esse canal, o que pode ser explicado por diferentes fatores, que não significa necessariamente a redução da violência, mas a insegurança em relação ao canal, a não divulgação do serviço, principalmente se considerar o baixíssimo índice de respostas as denúncias registradas, bem como a criação de canais estaduais de denúncia. Neste último caso pode-se citar estado do Pará, cujo número local para LGBT e outras populações em situação de vulnerabilidade é o mesmo de atendimento a violência contra a mulher nacional [180], assim as denúncias de violências e violações de direitos de mulheres e LGBT só chegam ao governo federal em caso o canal local esteja com todas as linhas ocupadas.

Com a descontinuidade das políticas públicas LGBT no atual governo, o Brasil saiu da 55º posição em 2018 para 68º no ranking de países seguros para LGBT. O Ranking é elaboro pelo site Spartacus que considera as políticas de inclusão e de segurança pública.

Vitória no judiciário



É inegável que os principais avanços no pais em relação aos direitos civis da população LGBT se deram no âmbito do judiciário, pois mesmo o Brasil sendo signatários de acordos internacionais o legislativo pouco avançou neste sentido.

Assim, Primeiramente em 2009 o STF estendeu o direito adoção para população LGBT, em 2010 a união estável e a partir desta última decisão, em 2011, o CNS equiparou a união estável ao casamento civil e estendeu este direito a população LGBT. Em 2018 o STF também em decisão majoritária garantiu o direito a retificação de prenome no registro civil de travestis e pessoas transexuais. E em fevereiro deste ano o STF iniciou o julgamento pela criminalização da LGBTfobia.

E diante do julgamento no STF – Supremo Tribunal Federal, da ADO26, cuja tese vencedora no ultimo dia 13/06, até que o Congresso Nacional legisle para criminalizar de fato a LGBTfobia, a mesma passa a ser punível, por analogia, pela lei nº 7.716/1989, e em caso de homicídio doloso passa a configurar motivo torpe, tornando-se crime qualificado e consequentemente crime hediondo, (Código penal Art. 121, §2º, I).

Desde o início do julgamento conservadores e fundamentalistas passaram a se mobilizar no Congresso Nacional para aprovação de projetos supostamente de criminalização da LGBTfobia que tem na verdade o intuito de legalizar violações de direitos consideradas hoje injúria e mascarar o discurso de ódio atrás da liberdade de expressão. Bem como os mesmos fizeram exposições durante o julgamento contra a criminalização, junto a AGU - Advocacia Geral da União, (esta ultima representando o Governo Federal). Várias reuniões de representantes da bancada evangélica com o STF tiveram o pedido de adiamento do julgamento, de modo que seu termino levou cerca de 4 meses para conclusão.

Apesar de se ter projetos tramitando no Congresso Nacional há quase 20 anos, apenas duas leis contemplam a população LBT, que são a lei do feminicídio (nº 13.104/2005) e a lei de importunação sexual (nº13.718/2018), não existindo hoje lei de proteção a população LGBT, de modo que os direitos atuais são garantidos por decretos do poder executivo e decisões judiciais. O fato se dá pela forte presença de conservadores e o sistemático aumento da bancada evangélica.

Lésbicas e Mulheres Bissexuais tem o direito de ser Mãe


Alguns conceitos

Dupla maternidade é o termo usado comumente no campo do direito de família formadas por casais de mulheres, sejam elas lésbicas e ou bissexuais.

Contudo o termo homoparentalidade é usado no campo do direito para famílias formadas por casais de de lésbicas e ou mulheres bissexuais e para casais de homens gays e ou bissexuais, no que tange o direito a maternidade/paternidade.

O termo lesboparentalidade se refere as lésbicas e aos direitos relacionados a maternidade.

Coparentalidade ou multiparentalidade são termos referentes a arranjos em que duas ou mais pessoas assumem as responsabilidades nos cuidados e na criação de uma criança, no caso da população LGBT ocorre quando um amigo participar da concepção da criança por inseminação articial ou caseira, dividindo as responsabilidades com uma amiga ou um casal de amigas. Atualmente essa configuração de família também já é reconhecida no Brasil, já tendo vários casos de registro de até 3 responsáveis nas certidões de nascimento das crianças

Algumas dificuldades

No Brasil grande parte de lésbicas e mulheres bissexuais que assumem a sua sexualidade passam pelo abandono familiar, e, quando a gravidez ocorre, o que é um momento de felicidade pode se tornar também um momento de solidão.
Quando isso ocorre essas mulheres não poderão contar com o apoio da família o que geralmente é comum na cultura brasileira, situação em que as mulheres mais experientes da família costumam acompanhar e passar informações sobre maternidade e ajudam nos cuidados tanto da mãe genitora quanto da criança, principalmente em caso de primeira gestação.

Como nos primeiro meses, tanto a mãe genitora quanto as crianças demandam mais atenção e cuidado é importante que ambas as mães tenham direito a licença maternidade, bem como a dupla amamentação, que além de formar um vínculo entre as mães e a criança, também ajuda na divisão de tarefas, e contribui para a recuperação principalmente em caso de cesariana, além de contribuir para o restabelecimento da rotina da mãe genitora.

De certo que toda mulher quando mãe é cobrada sobre suas atitudes com a criança, tanto em relação ao banho, a alimentação quanto a sua maneira de lidar com a criança no dia a dia e na educação. Essas interferências de outras pessoas sobre como lidar com as próprias filhas/os são ainda mais complexos para casais de mulheres, pois pesam sobre elas, de forma por vezes diferentes a lesbofobia e a bifobia, que passam a definir qualquer situação em que haja desacordo com a posição das mães como um problema para a criança, culpabilizando a orientação sexual das mães, ou automaticamente a ausência de uma figura paterna.

Assim, é recorrente a cobrança pela presença de uma figura paterna, mesmo o país tendo registrado no Censo escolar de 2011 5,5 milhões de crianças sem o nome do pai no registro, mas quando se trata de maternidade lésbica ou independente há uma maior cobrança nesse aspecto, bem como a lesbofobia/bifobia ainda agrega outros fatores de discriminação sobre essas mães, como se a sexualidade materna influenciasse na formação do caráter e da sexualidade das crianças, o que não se comprova, já que a grande maioria da população LGBT é filha/o de mães e pais heterossexuais.

Um estudo encomendado pelo US National Longitudinal Lesbian Study publicado nos EUA, acompanhou a vida de 150 mães assumidamente lésbicas, pelo período que vai de 1986 até 1992, e, nenhum dos filhos/as (de 17 anos) declarou ter sido vítima de abusos físicos (castigos físicos, etc.) ou sexuais. Em comparação, 25% e 8% dos filhos de mães "normais" declaram-se vítimas de tais abusos, respectivamente

Segundo o blog Tríplice Valores "no mesmo estudo, averigou-se que os filhos criados por mães lésbicas se davam, significativamente, melhor em testes sociais, cognitivos e de competência; e que tinham significativamente menos registros de problemas sociais, de agressividade ou de desafio às regras."

O direito de ser mãe

Atualmente o Estado brasileiro reconhece a dupla maternidade tanto para adoção quanto para o registro de filhas/os biológicos, segundo a resolução do CNJ - Conselho Nacional de Justiça, o registro passa a ser simplificado, podendo ser feito no cartório com a presença de ambas as mães ou com apenas uma que apresente a certidão de união estável ou de casamento, sem a necessidade de ordem judicial.
Contudo ainda há entraves nas políticas públicas de planejamento familiar que de modo geral não garantem o direito a maternidade aos casais de mulheres através do acesso aos serviços de reprodução assistida.

Argentina passará a ter 50% de Mulheres no Congresso

Em decreto publicado no dia Internacional da Mulher, a cota de participação das mulheres no Congresso argentino passa de 30% para 50%, garantindo a paridade na composição do parlamento argentino.

A decisão vem um momento de profunda crise econômica e política no país, retratadas pelas altas taxas de desemprego, pela inflação, pela perseguição a Cristina Kirchner e pela prisão política sem provas  há cerca de 3 anos da líder e parlamentar indígena Milagro Sala, pelo regime do atual presidente Macri, bem como pelas manifestações contra a reforma da previdência e em favor do aborto legal e seguro no país que levaram milhões de pessoas as ruas nos últimos anos.

As mobilizações populares vem se intensificando nas ruas do país desde o governo de Cristina Kirchner, devido a agenda conservadora do congresso que veio a se concretizando com a eleição de Macri (eleito em 2015).

Cabe ressalta-se que travestis e mulheres transexuais também estarão amparadas pela lei que garante a paridade, desde que tenham feito a adequação de seus documentos, sendo estas alteração feita de forma gratuita pelos organismos de Estado. Assim, a paridade no congresso pode prover profundas mudanças no país, que tem eleições previstas para este ano.

Enquanto isso no Brasil, a lei atualmente não garante a participação feminina, apenas cria mecanismos para estimula as candidaturas, como a lei que estabelece o mínimo de 30% de candidaturas de um dos gêneros (Lei nº 9.504/97), que acaba se tornando uma cota de candidaturas femininas, que está atualmente ameaçada pelo Congresso Nacional com a tramitação do PL nº1.256/2019 do Senador Angelo Coronel (PSD-BA), que pretende retirar a obrigatoriedade dos partidos com as candidaturas femininas.

A PL ameaça a decisão do ano passado quando o STF em analise a ADI 5.617 - Ação Direta de Inconstitucionalidade, sobre o recém criado Fundo Especial de Financiamento de Campanha - FEFEC, estabeleceu que as candidatas mulheres (incluindo e respeitando candidatas travestis e mulheres transexuais) devem receber o valor proporcional ao número de candidatas, respeitando o mínimo 30% do fundo.

Caso a obrigatoriedade venha a ser derrubada pelo congresso brasileiro isso significará um profundo retrocesso para a participação feminina e poderá reduzir ainda sua presença no nos espaços legislativos que hoje representa apenas 15%.

Sistema eleitoral argentino

A Argentina usa atualmente o voto em  lista, isso significa que cada partido apresenta uma lista com o nome de suas candidaturas a presidência e ao congresso, parlamentares são colocados em ordem de prioridade, de modo que as mulheres mesmo com a cota de 30% poderiam ser colocadas nas ultimas posições. Assim, cada partido elege os primeiros candidatos da lista de acordo com o número de votos que conseguir, podendo não eleger nem uma mulher.

Com o novo regime a lista agora será pré-ordenada, significa que os nomes devem vir na ordem uma mulher e um homem ou vice-versa, garantindo que cerca de metade das eleitas sejam mulheres.

Países com maior proporção de mulheres no parlamento:

Fonte: Inter-Parliamentary Union
1º Ruanda - 56% 
2º Bolívia - 53%
3º Cuba - 52%
4º México - 48%
5º Suécia - 47%
6º Costa Rica - 46%
7º Nicarágua - 45%
8º Africa do Sul - 42%
9º Senegal - 42%
10º Finlândia - 41%

41º Argentina - 39%

139º Brasil - 15%

8M

Pela vida de todas as mulheres

#NossasVidasImportam

O 8 de março - Dia Internacional da Mulher, data que marca, ano após ano, a luta das mulheres por igualdade, e, mesmo sendo inegável os avanços ao longo desses anos, nós, lésbicas e mulheres bissexuais, ainda hoje, temos muitas lutas a serem travadas para sair da invisibilidade que nos mata.

Muitos dos avanços conquistados não chegaram a todas as mulheres. O Brasil ainda tem um longo caminho a trilhar para conquistar a justiça social e a democracia plena para toda a sua população, mas principalmente para as mulheres negras, pobres, de povos e comunidades tradicionais, para lésbicas e bissexuais.

O principal problema está no cenário do Brasil, como o 5º país que mais mata mulheres (IPEA, 2017), e com o aumento de 150% no número de mortes de lésbicas (LESBOCÍDIO, 2017), somos mulheres que não aparecem nos números oficiais, e, que não tem nenhuma medida de proteção, uma vez que, diferente das mulheres heterossexuais vítimas de seus parceiros, lésbicas são vítimas de homens sem vinculo afetivo, logo não são protegidas pela lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006).

É importante dizer que essas mulheres não são apenas números, são mães, esposas, filhas e irmãs, vulneráveis a violência crescente motivada pela lesbofobia/bifobia. Tratam-se de mortes evitáveis e muitas chegam a ser até provocadas pela ação e ou omissão do Estado brasileiro, que nega nossa existência nos serviços público, sejam eles de segurança, saúde, educação, assistência e tantos outros.

Há uma marcha de feminicídio instalada no Brasil, reflexo de uma construção histórica do sistema patriarcal e escravocrata que oprime as mulheres até os dias atuais e que como ainda na época da inquisição, banaliza e desvaloriza a vida das mulheres, colocando-as como merecedoras das violências que sofrem.

Assim ao falar de lésbicas e mulheres bissexuais é importante que todos saibam que se trata de narrativas interrompidas, vítimas de LESBOFEMINICÍDIO, a violência letal motivada pela orientação sexual (lei do feminicídio, nº 13.104/2015).

É preciso descolonizar nossas mentes para superar o racismo, o machismo, a lesbofobia e a bifobia, pois só assim poderemos construir um país com justiça social, que garanta uma vida digna a todas as mulheres.

Fernanda Gentil comenta relação de namorada com seus filhos:

“Muito maravilhosa”
Por Rangel Querino

Fernanda Gentil (Foto: Reprodução/Instagram)

Fernanda Gentil comentou sobre maternidade em entrevista ao canal do YouTube de Thaís Fersoza. A jornalista explicou como adotou o afilhado Lucas, após a morte da mãe biológica do garoto há 10 anos.

“Não me preparei, na verdade não queria que fosse dessa maneira, que foi uma história muito triste na minha família. Ele é filho do meu tio, irmão da minha mãe, meu padrinho, meu tudo, com a Adriana, que teve câncer quando ele tinha 5 meses.”, afirmou.

“Ela acabou morrendo ele tinha 1 ano e 4 meses, e eu madrinha, tive que exercer esse papel de madrinha, que é segunda mãe, que a gente não esperava exercer, mas tamo lá”, continuou ela.

A apresentadora que também é mãe de Gabriel, de 03 anos, fruto do casamento com Matheus Braga, contou como a atual namorada Priscila Montadon se relaciona com os filhos.

“Ela comprou o pacote todo, que é um pacote. Gabriel achama de ‘Ti’, de vem de Pri’. A relação dela com os meninos muito maravilhosa. Ela tem muito jeito, cuida muito, tem muito carinho”, disse.

Assista:

WOW

Festival Mulheres do Mundo

De 16 a 18 de novembro
Rio de Janeiro/RJ

O Festival Mulheres do Mundo é um espaço para que as mulheres do Rio de Janeiro discutam as suas trajetórias, desafios e aspirações, em diálogo com mulheres de outras cidades e países. A elaboração da programação e seleção das convidadas, a cargo da Redes da Maré e do Southbank Centre, incorporou as contribuições de cerca de 200 mulheres, que participaram de grupos de reflexão.

INSCRIÇÕES

Cada atividade terá sua própria pré-inscrição feita no site do evento, e, que deve ser retirado na bilheteria uma hora antes do início da atividade.

Você também pode participar mesmo que a pré-inscrição esteja esgotada, basta chegar cedo. Metade dos ingressos será disponibilizado duas horas antes do início de cada atividade na bilheteria.

Para ver todas as atividades da programação, acesse o link abaixo, selecione o dia e arraste para a direita e para baixo. Em cada box de atividade você poderá fazer a PRÉ-INSCRIÇÃO.

Programação completa e inscrições: PROGRAMAÇÃO


Mais informações:

Acompanhe a ABL na Programação


MEU CORPO, MEU DESEJO: MINHA LIBERDADE SEXUAL

Local: Museu de Arte do Rio - MAR| Auditório
Data: 18 de Novembro às 11h

Imagem divulgação
palestrantes:

FÁTIMA LIMA - ANTROPÓLOGA, PESQUISADORA E PROFESSORA


KAMILLA VALENTIM - ESTUDANTE DE PSICOLOGIA

MICHELE SEIXAS - ASSISTENTE SOCIAL E CURSA ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS, GÊNERO E SEXUALIDADE

ROSANGELA CASTRO - ATIVISTA DO MOVIMENTO DE LÉSBICAS E FUNDADORA DA REDE NACIONAL DE AFROS LGBT

YONE LINDGREN - MILITANTE E ATIVISTA
FV - FÓRUM DE VIVÊNCIAS
A liberdade em relação à orientação sexual é um direito fundamental que o Estado, historicamente, não reconheceu ou respeitou. Foi contra essa violência que a luta LGBTQI nasceu, cresceu e se amplia, a fim de garantir a visibilidade e os direitos dessa população tão agredida. Nesse painel, vamos discutir os caminhos a serem trilhados para que o Brasil deixe de ser um dos países que mais mata lésbicas, homossexuais, travestis e pessoas trans no mundo.

Línguas: português, libras
Tradução: português-inglês
Duração do evento: 11h00 - 12h30

Pré-inscrições esgotada: Para participar chegue cedo,  com no mínimo duas horas de antecedência na bilheteria para retirar seu ingresso.
OBS.: Sujeito a lotação.

ENVELHECIMENTO LÉSBICO

LOCAL: Museu de Arte do Rio - MAR| Arquibancada (PILOTIS)
DATA: 18 de Novembro às 16h

Imagem divulgação
PALESTRANTES:

DAYANA GUSMÃO
ASSISTENTE SOCIAL E FUNDADORA DA COLETIVA RESISTÊNCIA LESBI DE FAVELAS


YONE LINDGREN 
MILITANTE E ATIVISTA


MICHELE SEIXAS - ASSISTENTE SOCIAL E CURSA ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS, GÊNERO E SEXUALIDADE


ROSANGELA CASTRO - ATIVISTA DO MOVIMENTO DE LÉSBICAS E FUNDADORA DA REDE NACIONAL DE AFROS LGBT
RC - RODA DE CONVERSA
Com o objetivo de promover um espaço de acolhida sapatão, o tema do envelhecimento lésbico e suas complexidades será debatido com profundidade. Esta também será uma atividade para fortalecer as iniciativas lésbicas que organizam as mulheres em torno da luta pelo direito de liberdade das suas escolhas e pelo amparo do Estado.
Duração do evento: 16h00 - 17h30

#HaddadSim


SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES 2018

Pelo direito à vida e a dignidade humana

“Com o tempo uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma.”

Joseph Pulitzer

Nos últimos anos estamos sofrendo com aumento da violência no Brasil, principalmente de violências motivadas por preconceitos e por motivos políticos/ideológicos, e as eleições deste ano trouxeram à tona o que há de mais perverso em nossa sociedade. Este momento é o resultado de uma mídia que usa do sensacionalismo para pregar a violência e usa de terrorismo para fazer a manutenção do poder de grandes empresários contra os direitos de quem trabalha para sustentar este país.

Essa campanha midiática contra um partido possibilitou o aumento de um congresso conservador que legislou nos últimos anos retirando investimentos em saúde, educação, segurança e outros serviços públicos, e, dando dinheiro aos bancos privados, isentando imposto para aumentar o lucro de grandes empresas e dificultando o acesso ao emprego e a educação pela maioria da população.

Após estas eleições eles ainda querem retirar mais com a “reforma da previdência” (dificultando e até impossibilitando que muitas pessoas se aposentem) e com a venda das empresas públicas que geram lucro para o país.

Os números do primeiro turno dessas eleições demonstra a polarização instalada em nossa sociedade, que vem promovendo cada vez mais violências contra as mulheres, a população negras, LGBT, pobre e periférica.

Nós lésbicas e mulheres bissexuais já vivemos diariamente com ameaças de morte e violência, contudo a presença de uma candidatura à presidência da república que prega abertamente a violência contra nós agravou assustadoramente este cenário, nos colocando ainda mais expostas e ameaçadas, por nossa orientação sexual, por sermos mulheres, negras, indígenas, ciganas, de terreiro, pobres, moradoras de favelas ou de territórios tradicionais.

Assim, a eleição do dia 28 de outubro será um Marco histórico, em que de se definirá sobre o nosso direito à vida. Depois de tantos avanços não podemos mais aceitar recuos diante de nossos direitos, já perdemos muito nestes três anos e vamos    defender a democracia, o direito a uma vida digna e segura para todas e todos.

Diante deste cenário declaramos apoio ao candidato Fernando Haddad e sua vice Manuela D'Ávila, que representam a garantia de nossos direitos enquanto cidadãs e o respeito a nossa existência.

Brasília, 21 de outubro de 2018.

Que visibilidade queremos!?

Visibilidade Lésbica


Autora:
Yone Lindgren
Conselheira Nacional CNCD - LGBT
Coordenação Política Nacional da ABL

As lutas das Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Mulheres e Homens Trans se inicia de modo organizado no Brasil em meados da década de 1970 com a formação de alguns grupos ativistas mistos a nível nacional. Naquele momento as lutas eram muito iniciais por isso genéricas e combatiam a homofobia de modo geral mas sem muito recorte nas especificidades. 

A medida em que cada segmento da população LGBT passa a refletir sobre suas necessidades e elaborar suas demandas específicas as lutas vão se segmentando e o movimento LGBT em si ganha novos contornos. 

A compreensão dessas especificidades somadas com o amadurecimento dos movimentos sociais brasileiros deram à sociedade civil organizada maior poder de pressão e algumas possíveis conquistas em termos de política pública.

Dentre estas conquistas está a criação do Programa Brasil Sem Homofobia (2004) e outros programas de governo a nível estadual que nascem a partir desta política pública nacional. A organização das Conferências Nacionais LGBT também se apresentam como importante instrumento na construção de políticas públicas para a população LGBT no país.

No mês da Visibilidade Lésbica queremos resgatar o histórico da criação deste dia 29 de agosto criado em 1996 durante o I Seminário Nacional de Lésbicas – SENALE, como forma de instaurar uma data nacional que demarque a luta de Lésbicas neste país.

Este é um momento de reflexão que colocamos para a sociedade brasileira e nele reforçamos todas as bandeiras de luta da nossa população.

Seguiremos organizadas em luta para que cada mulher lésbica tenha acesso à educação em um ambiente livre de lesbofobia, pelo impulsionamento da produção acadêmica voltada às necessidades de mulheres lésbicas, por uma saúde que considere as necessidades específicas das mulheres lésbicas, por um mercado de trabalho que não expurgue as lésbicas, por políticas públicas que incidam de modo direto nos índices de lesbocídios e dos estupros corretivos para que paremos de morrer!

Historicamente as mulheres sempre estiveram organizadas em luta e na atualidade não é diferente. Seguiremos juntas, organizadas e com passos firmes mostrando que as rosas da resistência nascem no asfalto! Lembramos as que nos antecederam, as executadas pela lesbofobia e convidamos cada lésbicas deste país a se juntar à luta.

Nossos passos vêm de longe e não seremos interrompidas!

14ª Parada do Orgulho LGBT de Macaé


#TemMulheresNaParada


Macaé, no interior do estado do Rio de Janeiro, recebe no dia 22 deste mês (domingo) a 14ª edição da Parada do Orgulho LGBT. A concentração será às 14h na Orla da Praia Campista. A parada tem como tema “VOTE NO AMOR, E NÃO NO ÓDIO".
O evento contará com a apresentação de artistas, deejays, dragqueens, mostra cultural LGBT e campanha de prevenção às IST/aids.
Trata-se de uma manifestação político-cultural que com alegria luta pela liberdade e por uma sociedade com paz, amor, igualdade, inclusão social e MENOS ódio, discriminação e preconceito.


LGBTI+ Pela Democracia e pelo Direito de Viver





O Brasil é, infelizmente, um dos países mais violentos do mundo para a população LGBT. Somente em 2017, 445 lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis (dados do GGB), foram mortas em todo o país por crimes motivados por LGBTI+fobia, somente este ano já foram contabilizados 142 casos, as vítimas são em sua grande maioria, travestis e transexuais. A expectativa de vida desta parte da população é de 35 anos, ainda menor do que países em situação de miséria. Sabemos que a violência de modo geral em nosso país cresce assustadoramente, não descolada da crise mundial do capitalismo que fortalece os valores conservadores, patriarcais, e, gera cada vez mais violência àquelas que não se encaixam nos padrões de sexualidade e gênero.
A Democracia é um dos patrimônios mais valorosos do nosso povo, sofremos em 2016 um golpe imperialista e neoliberal, que nos seus primeiros dias de vigência atacou diretamente a população LGBTI+ e as demais populações vulnerabilizadas por conta da classe, da raça e do gênero, exterminando direitos de toda ordem e por consequência aprofundando o abismo social e econômico.
O fascismo já demonstra à que veio, a prisão arbitrária e ilegal de Lula, por exemplo, aprofundou drasticamente a ferida do já frágil Estado Democrático de Direito e expôs todas nós às mesmas arbitrariedades, ou a abusos piores; A execução de Marielle expressa a que níveis de fechamentos o regime político, excludente das e das LGBTI+ nos espaços de status e poder que nosso país tem chegado. O objetivo daqueles que praticaram estes atos, não era atingir somente estas figuras, mas amedrontar todas e todos que lutam por um país com menos desigualdade e menos ódio. Nós somos ideias, não é possível nos parar. Trata-se de nos unirmos à luta e promover a redução radical das desigualdades econômicas, raciais e de gênero.
Com esse sentimento de indignação e força, convidamos todas e todos LGBTI+ e a população que acredita em uma sociedade mais justa e igualitária para o ato “Pela Democracia e pelo Direito de Viver”.
Assinam o evento,


PT
PCdoB
PDT
PSOL
CUT
CTB
INTERSINDICAL
ABL
ABGLT
ARTGAY
FEM
CNM
CMP
MTST
UNE
UBM
Marcha Mundial das Mulheres
RUA
UJS
UNALGBT
Juventude Manifesta/PSOL
SINDICATO DOS ADVOGADOS Do Estado de São Paulo
APEOESP
SINDICATO DOS METROVIÁRIOS
SINDICATO DOS BANCÁRIOS
AMAPO
INSTITUTO OMINDARÉ
AMAÍ
Kizomba
Levante Popular da Juventude
Grupo Lambda LGBT
AFUSE
MST
Rede periférica LGBT
Familia Stronger
Círculo Palmarino
SINDSEP
Enegrecer - Coletivo Nacional 
de Juventude Negra
IBRAT
Coletivo Para Todos
Sindicato Metalúrgicos do ABC