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WOW

Festival Mulheres do Mundo

De 16 a 18 de novembro
Rio de Janeiro/RJ

O Festival Mulheres do Mundo é um espaço para que as mulheres do Rio de Janeiro discutam as suas trajetórias, desafios e aspirações, em diálogo com mulheres de outras cidades e países. A elaboração da programação e seleção das convidadas, a cargo da Redes da Maré e do Southbank Centre, incorporou as contribuições de cerca de 200 mulheres, que participaram de grupos de reflexão.

INSCRIÇÕES

Cada atividade terá sua própria pré-inscrição feita no site do evento, e, que deve ser retirado na bilheteria uma hora antes do início da atividade.

Você também pode participar mesmo que a pré-inscrição esteja esgotada, basta chegar cedo. Metade dos ingressos será disponibilizado duas horas antes do início de cada atividade na bilheteria.

Para ver todas as atividades da programação, acesse o link abaixo, selecione o dia e arraste para a direita e para baixo. Em cada box de atividade você poderá fazer a PRÉ-INSCRIÇÃO.

Programação completa e inscrições: PROGRAMAÇÃO


Mais informações:

Acompanhe a ABL na Programação


MEU CORPO, MEU DESEJO: MINHA LIBERDADE SEXUAL

Local: Museu de Arte do Rio - MAR| Auditório
Data: 18 de Novembro às 11h

Imagem divulgação
palestrantes:

FÁTIMA LIMA - ANTROPÓLOGA, PESQUISADORA E PROFESSORA


KAMILLA VALENTIM - ESTUDANTE DE PSICOLOGIA

MICHELE SEIXAS - ASSISTENTE SOCIAL E CURSA ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS, GÊNERO E SEXUALIDADE

ROSANGELA CASTRO - ATIVISTA DO MOVIMENTO DE LÉSBICAS E FUNDADORA DA REDE NACIONAL DE AFROS LGBT

YONE LINDGREN - MILITANTE E ATIVISTA
FV - FÓRUM DE VIVÊNCIAS
A liberdade em relação à orientação sexual é um direito fundamental que o Estado, historicamente, não reconheceu ou respeitou. Foi contra essa violência que a luta LGBTQI nasceu, cresceu e se amplia, a fim de garantir a visibilidade e os direitos dessa população tão agredida. Nesse painel, vamos discutir os caminhos a serem trilhados para que o Brasil deixe de ser um dos países que mais mata lésbicas, homossexuais, travestis e pessoas trans no mundo.

Línguas: português, libras
Tradução: português-inglês
Duração do evento: 11h00 - 12h30

Pré-inscrições esgotada: Para participar chegue cedo,  com no mínimo duas horas de antecedência na bilheteria para retirar seu ingresso.
OBS.: Sujeito a lotação.

ENVELHECIMENTO LÉSBICO

LOCAL: Museu de Arte do Rio - MAR| Arquibancada (PILOTIS)
DATA: 18 de Novembro às 16h

Imagem divulgação
PALESTRANTES:

DAYANA GUSMÃO
ASSISTENTE SOCIAL E FUNDADORA DA COLETIVA RESISTÊNCIA LESBI DE FAVELAS


YONE LINDGREN 
MILITANTE E ATIVISTA


MICHELE SEIXAS - ASSISTENTE SOCIAL E CURSA ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS, GÊNERO E SEXUALIDADE


ROSANGELA CASTRO - ATIVISTA DO MOVIMENTO DE LÉSBICAS E FUNDADORA DA REDE NACIONAL DE AFROS LGBT
RC - RODA DE CONVERSA
Com o objetivo de promover um espaço de acolhida sapatão, o tema do envelhecimento lésbico e suas complexidades será debatido com profundidade. Esta também será uma atividade para fortalecer as iniciativas lésbicas que organizam as mulheres em torno da luta pelo direito de liberdade das suas escolhas e pelo amparo do Estado.
Duração do evento: 16h00 - 17h30

#HaddadSim


SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES 2018

Pelo direito à vida e a dignidade humana

“Com o tempo uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma.”

Joseph Pulitzer

Nos últimos anos estamos sofrendo com aumento da violência no Brasil, principalmente de violências motivadas por preconceitos e por motivos políticos/ideológicos, e as eleições deste ano trouxeram à tona o que há de mais perverso em nossa sociedade. Este momento é o resultado de uma mídia que usa do sensacionalismo para pregar a violência e usa de terrorismo para fazer a manutenção do poder de grandes empresários contra os direitos de quem trabalha para sustentar este país.

Essa campanha midiática contra um partido possibilitou o aumento de um congresso conservador que legislou nos últimos anos retirando investimentos em saúde, educação, segurança e outros serviços públicos, e, dando dinheiro aos bancos privados, isentando imposto para aumentar o lucro de grandes empresas e dificultando o acesso ao emprego e a educação pela maioria da população.

Após estas eleições eles ainda querem retirar mais com a “reforma da previdência” (dificultando e até impossibilitando que muitas pessoas se aposentem) e com a venda das empresas públicas que geram lucro para o país.

Os números do primeiro turno dessas eleições demonstra a polarização instalada em nossa sociedade, que vem promovendo cada vez mais violências contra as mulheres, a população negras, LGBT, pobre e periférica.

Nós lésbicas e mulheres bissexuais já vivemos diariamente com ameaças de morte e violência, contudo a presença de uma candidatura à presidência da república que prega abertamente a violência contra nós agravou assustadoramente este cenário, nos colocando ainda mais expostas e ameaçadas, por nossa orientação sexual, por sermos mulheres, negras, indígenas, ciganas, de terreiro, pobres, moradoras de favelas ou de territórios tradicionais.

Assim, a eleição do dia 28 de outubro será um Marco histórico, em que de se definirá sobre o nosso direito à vida. Depois de tantos avanços não podemos mais aceitar recuos diante de nossos direitos, já perdemos muito nestes três anos e vamos    defender a democracia, o direito a uma vida digna e segura para todas e todos.

Diante deste cenário declaramos apoio ao candidato Fernando Haddad e sua vice Manuela D'Ávila, que representam a garantia de nossos direitos enquanto cidadãs e o respeito a nossa existência.

Brasília, 21 de outubro de 2018.

14ª Parada do Orgulho LGBT de Macaé


#TemMulheresNaParada


Macaé, no interior do estado do Rio de Janeiro, recebe no dia 22 deste mês (domingo) a 14ª edição da Parada do Orgulho LGBT. A concentração será às 14h na Orla da Praia Campista. A parada tem como tema “VOTE NO AMOR, E NÃO NO ÓDIO".
O evento contará com a apresentação de artistas, deejays, dragqueens, mostra cultural LGBT e campanha de prevenção às IST/aids.
Trata-se de uma manifestação político-cultural que com alegria luta pela liberdade e por uma sociedade com paz, amor, igualdade, inclusão social e MENOS ódio, discriminação e preconceito.


LGBTI+ Pela Democracia e pelo Direito de Viver





O Brasil é, infelizmente, um dos países mais violentos do mundo para a população LGBT. Somente em 2017, 445 lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis (dados do GGB), foram mortas em todo o país por crimes motivados por LGBTI+fobia, somente este ano já foram contabilizados 142 casos, as vítimas são em sua grande maioria, travestis e transexuais. A expectativa de vida desta parte da população é de 35 anos, ainda menor do que países em situação de miséria. Sabemos que a violência de modo geral em nosso país cresce assustadoramente, não descolada da crise mundial do capitalismo que fortalece os valores conservadores, patriarcais, e, gera cada vez mais violência àquelas que não se encaixam nos padrões de sexualidade e gênero.
A Democracia é um dos patrimônios mais valorosos do nosso povo, sofremos em 2016 um golpe imperialista e neoliberal, que nos seus primeiros dias de vigência atacou diretamente a população LGBTI+ e as demais populações vulnerabilizadas por conta da classe, da raça e do gênero, exterminando direitos de toda ordem e por consequência aprofundando o abismo social e econômico.
O fascismo já demonstra à que veio, a prisão arbitrária e ilegal de Lula, por exemplo, aprofundou drasticamente a ferida do já frágil Estado Democrático de Direito e expôs todas nós às mesmas arbitrariedades, ou a abusos piores; A execução de Marielle expressa a que níveis de fechamentos o regime político, excludente das e das LGBTI+ nos espaços de status e poder que nosso país tem chegado. O objetivo daqueles que praticaram estes atos, não era atingir somente estas figuras, mas amedrontar todas e todos que lutam por um país com menos desigualdade e menos ódio. Nós somos ideias, não é possível nos parar. Trata-se de nos unirmos à luta e promover a redução radical das desigualdades econômicas, raciais e de gênero.
Com esse sentimento de indignação e força, convidamos todas e todos LGBTI+ e a população que acredita em uma sociedade mais justa e igualitária para o ato “Pela Democracia e pelo Direito de Viver”.
Assinam o evento,


PT
PCdoB
PDT
PSOL
CUT
CTB
INTERSINDICAL
ABL
ABGLT
ARTGAY
FEM
CNM
CMP
MTST
UNE
UBM
Marcha Mundial das Mulheres
RUA
UJS
UNALGBT
Juventude Manifesta/PSOL
SINDICATO DOS ADVOGADOS Do Estado de São Paulo
APEOESP
SINDICATO DOS METROVIÁRIOS
SINDICATO DOS BANCÁRIOS
AMAPO
INSTITUTO OMINDARÉ
AMAÍ
Kizomba
Levante Popular da Juventude
Grupo Lambda LGBT
AFUSE
MST
Rede periférica LGBT
Familia Stronger
Círculo Palmarino
SINDSEP
Enegrecer - Coletivo Nacional 
de Juventude Negra
IBRAT
Coletivo Para Todos
Sindicato Metalúrgicos do ABC




PAPO DE MINA!

A proposta desse encontro é trocar idéias sobre as vivências de mulheres lésbicas e mulheres bissexuais de territórios de favelas.
Data: 09 de junho as 15h

Local: Galpão Bela Maré

Rua Bitencout Sampaio, 169 -Maré



A realização deste encontro é da Articulação Brasileira de Lésbicas - ABL , Grupo Felipa de Souza e Coletivo Resistência Lesbi de Favelas. 
Esta é uma atividade apoiada pelo Fundo Social Elas.
Contamos com a presença das manas pra termos uma tarde bem bacana. 
Chega mais, senta ai, vamos conversar !!!!


>> EVENTO EXCLUSIVO PARA MULHERES ( . ) ( . ) <<

Mais informações: https://www.facebook.com/

II Festival Internacional Utopia

1968, A rebeldia que não terminou


Acampamento da Juventude: A Década Internacional da Afrodescendência




OBS.: DATA FOI ALTERADA NO ÚLTIMO DIA 17/04



Nova data: de 07 a 10 de junho
Maricá | Rio de Janeiro | Brasil


Local: Praça Orlando de Barros Pimentel, Centro


A segunda edição do Festival Internacional da Utopia trará teatro, música, debate, literatura, acampamento e a feira de reforma agrária pra cidade de Maricá (RJ) e com isso diversas caravanas de todo o Brasil.

De 26 de Abril a 1º de Maio a cidade se movimentará em diversos pontos com o Acampamento da Juventude, atividades na Lagoa de Araçatiba e programações na Praça Central da Cidade. Além de shows que vão rolar no Centro e no Acampamento.

O Festival deste ano trás o tema " 1968, A rebeldia que não terminou" enquanto o Acampamento da Juventude terá a temática "A Década Internacional da Afrodescendência".

Artistas como Chimarruts, Criolo, Emicida, Liniker, e muitos outros se apresentarão nos dois palcos do festival durante os 6 dias de festival.

Inscrições para acampar pelo link:

https://www.sympla.com.br/ 

Para ir no ônibus saindo de Brasilia/DF envie e-mail para: blogdaabl@gmail.com.

Realização do evento: Prefeitura de Maricá

PROGRAMAÇÃO DIÁRIA DO ACAMPAMENTO

(Será adequada para a nova nova data - De 7 a 10 de junho)

Café da Manhã
8h - 9h

Mesa Principal
10h - 12h

Almoço 
12h00 - 13h30

Atividade Setorial 1 
14h - 16h

Atividade Setorial 2
16h - 18h

Auto-organizadas
18h - 20h

Jantar 
19h - 21h

Palco Livre
20h - 23h30

DJ Favela Mundo
23h30 - 00h

Show Banda Local
00h - 1h30 

DJ Favela Mundo
1h30 - 2h

Show Banda Principal
2h - 4h

Palco Livre
4h - 5h30

MESAS PRINCIPAIS

DIA 26 - Ato de Abertura do Acampamento - “Quem se importa com a vida de quem se importa?” Em memória de Sávio, Marco, Patrick, Matheus Bittencourt, Matheus Baraúna, Marielle e todos os nossos.

DIA 27 - “O Grito de uma Geração - Vozes sufocadas e a liberdade como forma de expressão”

DIA 28 - “De Dandara a Marielle - A luta das mulheres negras pelo direito de existir”

DIA 29 - “16 anos de Cotas - Os desafios da geração negra e indígena na Universidade”

DIA 30 - “Negros e Negras LGBT - a luta interseccional pra superar o racismo e a LGBTfobia”

DIA 1º - “Caminhos da Fé - Respeito e diálogo no combate à intolerância religiosa”

Manifestação de indignação a prisão de Lula


ARTICULAÇÃO BRASILEIRA DE LÉSBICAS


"Esse crime, o crime sagrado de ser divergente,
nós o cometeremos sempre." 
(Pagu)


Brasília, 08 de abril de 2018

A ABL vem a público se manifestar contra a prisão arbitrária do ex-presidente Lula, vendo esta como mais uma ação contra a democracia brasileira e aos direitos fundamentais garantidos constitucionalmente. Entendemos que o desrespeito a Constituição Brasileira de 1988, em seu artigo 5º abre precedente para violabilidade deste e de outros direitos de toda a população brasileira.
Entendemos que o golpe no Brasil, que retirou do poder a Primeira mulher eleita Presidenta da República, Dilma Rousseff, encontra suas motivações na disputa de classe e faz parte de um projeto de poder e concentração de renda internacional, que vem suprimindo direitos humanos, civis e trabalhistas no mundo, tendo países como Grécia, Argentina, México, Espanha, França, Portugal, dentre outros, já tendo sofrido duras ações no mesmo sentido das reformas que estão sendo implantadas no Brasil (trabalhista, previdenciária e terceirização) e alguns também pela criminalização de lideranças de esquerda.
Assim, o golpe vem cada vez mais cerceando os direitos, seja pela aprovação relâmpago da Lei ”antiterrorismo” (Lei 13.260/15) que tem como intuito liberar a forte repressão policial contra os movimentos sociais e manifestações públicas. Além disso, passamos pela desarticulação dos espaços de controle social, com a inviabilização de funcionamento de conselhos e comitês nacionais, bem como o não financiamento e limitação de recursos das conferências, como ocorreu com a conferência de Igualdade Racial.
Também, o projeto da direita acelerou o curso do extermínio de lideranças dos movimentos sociais e sindicais, lideranças indígenas e quilombolas, bem como de liderança políticas como a da vereadora Marielle Franco e outros pelo Brasil. Crimes sem investigações sérias e com poucas perspectivas de punição real dos culpados, seja pelo processo investigativo oportunamente ineficiente, seja pela morosidade do judiciário, que historicamente favorece a partidos e classes econômicas da elite brasileira.
Assim, repudiamos o extermínio físico, a condenação sem provas, a prisão arbitrária e a tentativa de criminalizar nossas lideranças, como no caso do ex-presidente Lula e da Vereadora Marielle Franco, não permitiremos a construção de narrativas que matem simbolicamente o que estas pessoas representam, pois suas vozes não podem ser caladas e continuarão a ecoar através de nossa militância e luta cotidiana.
Logo não podemos dissociar o golpe da luta de classes e pelos direitos humanos, pois foi nos governos de Lula e Dilma Rousseff que o país superou o declínio econômico ocasionado pela implantação da agenda neoliberal (1980-2003), período no qual a economia brasileira cresceu em média 0,2% ao ano. Enquanto nos governos petistas (2003 a 2014) a pobreza foi reduzida 55%, o salário mínimo teve um aumento real de 76%, o país atingiu o pleno emprego e as desigualdades sociais foram reduziram drasticamente.
Foram estes os governos que mais construíram universidades e instituições de ensino superior e possibilitaram que pela primeira vez várias famílias tivessem a primeira geração cursar uma faculdade. Bem como ampliou o acesso da população negra ao nível superior, pós-graduação e ao emprego público.
Foi através destes governos que muitas mulheres que foram mães jovens alcançaram o sonho de dar continuidade a seus estudos, através do financiamento de creches aos municípios, escola de tempo integral e pelo ProJovem, bem como milhões de famílias realizaram o sonho da casa própria.
Foram estes governos que implementaram o Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288/10), o ensino da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena (Lei nº 10.639/03), o Estatuto da Juventude (Lei nº 12.852/13), o Plano Nacional de promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT (2009), o Programa Brasil sem Homofobia (2004), dentre outra importantes conquistas.
Assim, é inaceitável usar as falhas sistêmicas no sistema judiciário e de segurança pública, como a morosidade do judiciário em julgar, a não investigação e apuração dos fatos pelos órgãos competentes como prerrogativa para violar direitos constitucionais, da mesma forma que se justificaram os atos da Ditadura Militar de 1964.
Logo repudiamos o voto de magistrados que citam o alto índice de impunidade de homicídios no Brasil para justificar início do cumprimento de pena em segundo instância de alguém que não oferece risco a vida de ninguém, e ainda, com voto anterior pela liberdade de alguém que foi flagrado fazendo esse tipo de ameaça por escutas telefônicas.
Temos ciência de que o golpe não acabará com a prisão de Lula ou a cassação dos registros dos partidos de esquerda, pois continuará com o massacre aos movimentos sociais, com a possível suspensão do processo eleitoral deste ano e até com uma nova intervenção militar a nível nacional, mas profunda do que a que ocorre hoje no Rio de Janeiro, como vários militares vem se pronunciando nos últimos anos pelas redes sociais e até em entrevistas.
Assim, reiteramos nossa posição contra o golpe e a ruptura democrática que provocou, e, nos solidarizamos com PT e com o ex-presidente Lula, que são hoje os maiores alvos, pois atualmente são os únicos em condições de disputa pelas vias democráticas com a direita.

# LulaLivre
#MarielleVive

Plenária Mundial LGBTQI+

Carta da Plenária LGBTQI ao Fórum Social Mundial 2018 

Sem LGBTQIfobia e qualquer outra opressão, outro mundo é possível! 

Nós, travestis, transexuais, lésbicas, gays, bissexuais e intersexos, temos participado do Fórum Social Mundial desde sua primeira edição em Porto Alegre, em 2001. Sabemos que a luta contra as discriminações por identidade de gênero e de orientação sexual é parte da luta contra as opressões e não terá êxito se não estiver inserida diariamente nas lutas contra os machismos, os racismos, as xenofobias e todas as formas correlatas de intolerância, e pela superação da dominação da humanidade pelo mercado e pelo capital. Ao mesmo, tempo, os movimentos que lutam pela superação das desigualdades sociais e contra a exploração no mundo do trabalho devem reconhecer a centralidade estratégica de nossas lutas num projeto de emancipação da humanidade. 

A resposta das classes dominantes à crise de 2008 é o aprofundamento do projeto neoliberal por todo o planeta, com o agravamento dos ataques aos direitos sociais e a classe trabalhadora. As teses do estado mínimo e dos ajustes fiscais, com cortes de recursos para educação, saúde, cultura, assistência e demais políticas sociais, são outra face desta agressão que implica concretamente em negação de nossos direitos. É um braço do neoliberalismo o fascismo recrudescendo os conservadorismos de todo tipo. 

O imperialismo também avança em sua sanha golpista na América Latina e seus governos neoliberais, com raras exceções, adotam medidas anti povo, de redução de direitos sociais e de criminalização dos movimentos sociais, enquanto os movimentos sindicais, sociais e populares tentam organizar a resistência e o enfrentamento a tais ações e em defesa dos povos. E a intervenção federal no RJ é uma das marcas da crescente militarização dos governos neoliberais do continente e deve ser denunciada como um instrumento de extermínio das populações que são descartáveis ao capital como a juventude negra, pobre e das periferias, e população LGBTQI, em especial travestis e transexuais. 

Ao lado dos ataques do neoliberalismo o cenário mundial em relação às pessoas LGBTQI, apesar de alguns avanços institucionais localizados, mostra uma preponderância do preconceito e da discriminação. Mais de 70 países criminalizam as pessoas LGBTQI, alguns inclusive com a pena de morte, e é crescente a articulação de setores religiosos conservadores em oposição ao reconhecimento de direitos para o segmento LGBTQI. Um dos instrumentos dos ataques destes setores às demandas LGBTQIs e feministas é o combate à inventada “ideologia de gênero”, sob cujo espantalho tem sido aprovadas normatizações que visam impedir que a educação tenha abordagens voltadas à igualdade de gênero, bem como à diversidade sexual, assim como qualquer avanço de direitos e empoderamento no campo de gênero, o que atinge não só a população Trans, mas todas as mulheres e LGBTQI+. 

A Plenária LGBTQI do Fórum Social Mundial considera que uma de nossas principais tarefas neste momento é a defesa da democracia e do estado democrático de direito, pois esta é uma condição até mesmo para a preservação de nossas vidas, já que o aprofundamento dos estados de exceção legitimam assassinatos como os de Santiago Maldonado na Argentina e da companheira Marielle Franco no Brasil. É preciso erguer a voz para denunciar estes assassinatos como afrontas a qualquer possibilidade de vida democrática, bem como proclamar que as tentativas do governo e tribunais golpistas de impedir o ex-Presidente Lula de ser candidato são uma continuidade do golpe que depôs a Presidenta Dilma Rousseff. Dizemos ao lado de todo o povo: não à prisão de Lula, prisão sem crime é anticonstitucional. 

Acreditamos que nossas agendas de lutas devem ser norteadas pelo reconhecimento de que como pessoas LGBTQI somos também negras e negros, jovens, da terceira idade, população em situação de rua, encarceradxs, pessoas com deficiência, e outros marcadores sociais que podem ampliar nossos níveis de vulnerabilidade social. E essa condição exige uma defesa firme do direito à saúde integral LGBT, e a denúncia de que a epidemia de HIV/Aids, que continua a avançar principalmente entre a população mais jovem, permanece como uma grave questão de saúde pública e social, com desafios exacerbados pelos desmontes das políticas públicas de saúde e de atenção às pessoas vivendo com HIV, e em relação aos quais precisamos resistir. 

Os movimentos LGBTQI defendem as plataformas de reconhecimento legislativo de seus direitos em todo o mundo, e da mesma forma como temos proclamado que homossexualidade não é “doença” para ser “curada”, exigimos em todo o mundo a despatologização das identidades trans, pois o que deve prevalecer neste direito à identidade é a auto declaração. 

Indicamos a todas as pessoas LGBTQI nos países que viverão processos eleitorais, que busquem a construção de plataformas e candidaturas LGBTQIs efetivamente comprometidas com nossas bandeiras de luta. 

Reivindicamos junto à organização do Fórum Social Mundial nosso reconhecimento como movimento social efetivamente comprometido com estas bandeiras de um novo mundo. Para isso, estamos constituindo um Grupo de Trabalho LGBTQI do FSM, a partir das redes e organizações que convocaram nossa Plenária e demais participantes, e desejamos intensificar e formalizar esta participação. E reafirmamos a consigna desde 2001: sem LGBTQIfobia e qualquer outra opressão, outro mundo é possível! 

É preciso lutar, resistir, criar, TransFormar para defender a soberania e a liberdade dos povos e principalmente o planeta e a vida com dignidade para todas todos sem qualquer discriminação ou violação de direitos. 


Observação: esta Carta é subscrita pelas redes e organizações que convocaram a Plenária LGBTQI do FSM, bem como as pessoas que dela participaram. 



I Seminário Sobre Assassinatos da População LGBT

Pensando e construindo estratégias interventivas



A cada 25 horas uma pessoa LGBT é brutalmente assassinada no Brasil vítima de LGBTfobia, isso torna o país campeão mundial no ranking de crimes contra as minorias sexuais. Mata-se mais homossexuais aqui do que nos 13 países do Oriente e África onde há pena de morte contra LGBT.

Assim a população LGBT nos territórios marginalizados são alvos, cotidianamente, dos fortes ataques do conservadorismo religioso e do sistema patriarcal que esta presente em nossa sociedade, sobretudo, estão a margem das políticas sociais destinadas a esse público.

Além disso para a população favelada existe mais um agravante, o narcotráfico, que se torna mais um fator limitador e de extermínio do público alvo, pois na maioria das vezes é LGBTfóbico, ou seja, ser LGBT nos espaços de favela é não usufruir dos avanços sociais e estar diariamente e intimamente exposto as violências física e psicológica.

A partir deste contexto o Grupo Conexão G realizará o I Seminário Sobre Assassinatos da População LGBT: Pensando e construindo ações e estratégias interventivas, que tem como objetivo discutir sobre crimes LGBTfóbicos e construir a implementação de processos que promovam a redução dos homicídios na população LGBT. Este evento representa a construção coletiva de um longo processo de luta por direitos básicos e é uma das mais importantes ferramentas de articulação social do Grupo Conexão G.

CRITÉRIOS PARA PARTICIPAÇÃO
  • Ser LGBT, acadêmicas/os e instituições afins.
1. Bolsa Integral: passagem, hospedagem e alimentação

REGIÃO
Nº DE BOLSAS
NORTE
5
NORDESTE
7
CENTRO-OESTE
2
SUDESTE
7
SUDESTE
7
2. Bolsa parcial: hospedagem e alimentação


CALENDÁRIO

ETAPASPERÍODO
Inscriçõesaté 28 de abril
Analise das inscriçõesde 29 de abril a 11 de maio
Divulgação dos/as contemplados/as14 de maio, a partir das 16h 
(horário de Brasília)
Contato com as/os selecionadas/osde 15 a 21 de maio


Data: de 24 a 26 de junho de 2018.
Local: Rio de Janeiro / RJ.

Para inscrições clique aqui: Formulário